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Regulação se constrói com participação, não apenas com reclamação.
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A Consulta Pública nº 170 da ANS discute regras sobre contratos entre operadoras e prestadores, além de pontos relacionados a reajuste, transparência, qualidade e mecanismos de solução de conflitos.
À primeira vista, pode parecer um tema restrito a alguns atores específicos. Mas, na prática, seus efeitos alcançam muito mais gente.
Quem atua com dispositivos médicos, OPME, materiais, faturamento, negociação, acesso e sustentabilidade do setor sabe que contratualização e previsibilidade regulatória não ficam limitadas a um único elo da cadeia.
Nesse contexto, vale destacar o bom exemplo da ABIMED, que deu visibilidade ao tema e recomendou que suas associadas acompanhassem atentamente o processo e avaliassem os impactos regulatórios e operacionais da proposta.Esse tipo de postura fortalece o ambiente institucional.
À primeira vista, pode parecer um tema restrito a alguns atores específicos. Mas, na prática, seus efeitos alcançam muito mais gente.
Quem atua com dispositivos médicos, OPME, materiais, faturamento, negociação, acesso e sustentabilidade do setor sabe que contratualização e previsibilidade regulatória não ficam limitadas a um único elo da cadeia.
Por isso, chama atenção quando os interessados, diretos ou indiretos, participam pouco — ou ao menos pouco se manifestam publicamente — em discussões com potencial de impacto tão amplo.
A regulação não é construída no vazio.
Ela é influenciada por quem acompanha, estuda, analisa e contribui.
Quando o setor não ocupa esse espaço, perde a oportunidade de:
- registrar tecnicamente suas preocupações;
- apontar impactos operacionais e econômicos;
- defender maior previsibilidade;
- e colaborar para regras mais aderentes à realidade.
O contrário também é verdadeiro: a baixa participação é contraproducente para o próprio setor.
Ela enfraquece a representação, reduz a capacidade de influência e aumenta o risco de que temas sensíveis avancem sem a contribuição qualificada de quem vive seus efeitos na prática.
Participar de consulta pública não é apenas exercer um direito.
É assumir responsabilidade setorial.
Se a regulação afeta o setor, o setor precisa contribuir.
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